3 de jan de 2014

TRÊS ANOS DE HONDA SHADOW 750

Sexta-feira, 03 de janeiro de 2014.
Hoje completou 3 anos que realizei um sonho da minha adolescência. Desde janeiro de 2011 A-BRUTHA foi motivo de muitas alegrias, algumas preocupações, diversos gastos e investimentos e, depois do acidente, passou a ser apenas um meio transporte.

Hoje, depois de 12 parafusos e 1 placa de 30 cm tudo dói em alguma parte em algum momento do dia.

Sinceramente, não há o que comemorar. Não pela moto. Mais pelos obstáculos que a vida impõe e que chateiam demais.

Tudo corrobora para me deixar triste e sem vontade de "motocar".

Enfim... espero que A-BRUTHA consiga chegar ao quarto aniversário....


21 de out de 2013

A COISA TÁ FEIA...

Há um mês, em uma segundona... como toda segunda, tudo estava muito chato e cansativo. A fase andava complicada... muitos problemas, muito trabalho, pouco reconhecimento profissional e falta de perspectivas de melhora, muitas contas e pouco dinheiro.

A coisa andava tão complicada que até a vontade de "motocar" andava (e anda) meio sumida...

Enfim, tudo corroborava para ser um dia bem chato. Mas quando você acha que já tem problemas suficientes, que nada pode piorar ainda mais a sua situação, quando acha que o fundo do poço chegou... ele ainda não chegou. Tinha mais para acontecer.


Entre 12 e 13 horas do dia 23 de setembro, eu estava saindo para almoçar, tranquilo, tentando relaxar para ter uma refeição sossegada, interiorana, saí do escritório, parei na esquina da Rua Francisco Riccioni com a Avenida Presidente Kennedy e, como o trânsito que descia pela avenida era muito intenso, esperei algum tempo para poder entrar.

Quando o tráfego parou, engatei a 1ª marcha da motocicleta e acelerei. De leve. Nada demais porque sempre fui e sou muito comedido ao sair. Ainda mais depois do acidente... 

Ocorre que, mal a moto saiu do lugar, sofri uma pancada absurda vindo da direita, na roda dianteira. Uma coisa fora do normal. Parecia que um ônibus havia me acertado. Mal pude ver o que era. Se alguém tivesse me dito que aquilo tinha sido uma bomba ou algo caindo do céu, certamente eu teria acreditado.

Tenho certeza que é uma bike vindo em minha direção!

Ainda, no chão, pensei: "PQP, minha perna... minha placa... f... agora eu tô f. mesmo...". Mais uma vez, Ele protege as crianças e os bêbados... e nada de grave aconteceu comigo.

Ao me levantar, percebi que havia um rapaz e uma bicicleta caídos alguns metros a frente. Ele se levantou e começou a me ofender, transtornado, p. da vida, afirmando que eu era louco, cego, velho, careca, curintiano (aí, eu apelei...rs), safado, pobre, etc, por não tê-lo enxergado vindo pela minha direita.

No entanto, eu jamais poderia ter percebido a presença dele, pois, totalmente em sentido contrário, ele subia a Avenida Presidente Kennedy na contra mão, vindo pela minha direita. O correto seria ele estar trafegando na outra pista, láááá do outro lado da avenida, a que sobe sentido bairro.

Eu olhava atento para a esquerda, mas...

O rapaz não sofreu qualquer dano físico. Graças ao Grandíssimo. A bicicleta em que ele vinha apenas entortou a roda traseira.

Já os danos aparentes de minha motocicleta foram: para lama dianteiro ralado, farol auxiliar direito entortado, pisca alerta dianteiro direito entortado, retrovisor direito entortado e ralado, manete do freio dianteiro entortado, protetor de motor do lado direito entortado e ralado, escapamento ralado na parte inferior e na parte final, pisca alerta traseiro direito quebrado e suporte da pedaleira direita da garupa entortado. Ainda, a viseira do meu capacete havia sido riscada na parte direita.

Como o rapaz, chamado Gabriel, era menor de idade, pedi a ele que chamasse o pai. Alguns minutos depois, o pai dele, Maurício, chegou e estava conduzindo um carro prateado de placas EDZ-3270. Quase que simultaneamente a chegada do pai, uma viatura da Polícia Militar nos abordou e orientou a lavrar um boletim de ocorrência pela internet ou ir até um posto policial próximo dali.

Preferi ir até o posto. No entanto, diante da "boa vontade" do policial no local, desencanei, decidi me acertar com o pai do rapaz, trocamos os telefones e eu passaria o orçamento do conserto futuramente.

Alguns dias depois, levei até a Honda Santa Emília, localizada a alguns metros do escritório. Dias depois recebi o orçamento: dois mil e poucos reais. Não sei o valor correto porque o meu cérebro tem travado quando ouço a composição "mil reais"...rs

Fui até lá, vi os danos e pedi para excluírem quase tudo, acreditando na boa fé do rapaz, no pedido do pai para "não pegar pesado" e sendo totalmente bobo de tão compreensivo com os problemas que o Gabriel teria. O conserto ficou R$ 169,00... troquei apenas pisca alerta traseiro direito quebrado. Manézão... 

Quando fui ligar para o sujeito, percebi que havia perdido o telefone... e até hoje não recebi qualquer ligação do pai ou do rapaz...

Enfim, fiquei no prejuízo. Como um bom manézão, acredito que um dia ele me ligará para quitar esse débito.

No entanto, depois que você é obrigado circular com 12 parafusos e uma placa de titânio, quando você sente dores TODOS os dias e em DIVERSOS lugares da perna direita, tem um conta corrente mais que negativa e outra série de problemas, isso é fichinha.

Segue o jogo. Afinal, vivo porque insisto e Alguém deve estar zelando por mim.

Assim eu espero que eu seja!